A Lama esteve presente na comemoração do terceiro aniversário da Comissão Nacional de Ativos Digitais (CNAD), um espaço que reuniu representantes do ecossistema para revisar os avanços alcançados e conversar sobre os próximos desafios e oportunidades do setor.
Na última segunda-feira, 21 de setembro, El Salvador marcou três anos desde a criação da Comissão Nacional de Ativos Digitais (CNAD), em um encontro realizado no Hotel Sheraton Presidente, em San Salvador.
A Lama teve a honra de ser uma das empresas convidadas a participar desta comemoração, representada por nosso Gerente de Operações, Brigham Santos, e por nossa Oficial de Compliance, Flor González.
Mais do que celebrar um aniversário, o encontro permitiu fazer uma pausa para observar o quanto o ecossistema de ativos digitais em El Salvador evoluiu e, ao mesmo tempo, colocar em pauta os desafios que acompanham sua próxima etapa.
Três anos construindo um ecossistema regulado
Desde sua criação, a CNAD tem entre suas responsabilidades estabelecer e supervisionar o cumprimento das normas aplicáveis aos ativos digitais, assim como registrar e autorizar empresas vinculadas a esse ecossistema. Seu trabalho também contempla a proteção dos usuários contra atividades fraudulentas e a promoção de práticas inovadoras dentro do setor.
Durante o evento, foram compartilhados números que refletem o crescimento que esse mercado experimentou nos últimos três anos.
Entre os dados apresentados, destacaram-se 156 empresas ativas dentro do ecossistema supervisionado, 144 com registro, 81 Prestadores de Serviços de Ativos Digitais (PSAD) e 46 emissores de ativos digitais e instrumentos tokenizados. Também foi apontada a existência de aproximadamente US$633 milhões vinculados a projetos de financiamento imobiliário tokenizado.
Esses números mostram que o ecossistema já não é composto apenas por iniciativas emergentes. Hoje, inclui prestadores de serviços, emissores, plataformas, certificadores e outros participantes que operam dentro de um marco institucional definido.
Um marco que busca acompanhar a inovação
Um dos elementos centrais da conversa foi justamente a importância de contar com uma regulação capaz de acompanhar a evolução tecnológica.
O registro público da CNAD contempla atualmente diferentes categorias de participantes, incluindo Prestadores de Serviços de Ativos Digitais, emissores, certificadores e plataformas vinculadas a emissões.
Para empresas que fazem parte desse ecossistema, a regulação também representa uma responsabilidade: operar sob padrões claros, manter processos adequados de compliance e contribuir para gerar maior confiança entre usuários, empresas e instituições.
Nesse sentido, o desenvolvimento do setor não depende apenas da tecnologia. Também requer transparência, gestão de riscos, prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, cibersegurança, proteção dos usuários e boas práticas operacionais.
É justamente na combinação entre inovação e responsabilidade que o ecossistema pode continuar evoluindo.
Rumo a uma maior colaboração do setor
Outro tema apresentado durante a jornada foi a iniciativa de constituir a Associação Global de Provedores de Ativos Digitais de El Salvador, concebida como um espaço de representação e integração para os diferentes participantes do setor.
A proposta busca facilitar o diálogo entre empresas reguladas e outros atores do ecossistema, incluindo instituições financeiras, escritórios de advocacia, especialistas em compliance e empresas de tecnologia.
Entre seus objetivos estão promover melhores práticas em áreas como prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, custódia, cibersegurança e conformidade regulatória.
Para um setor que continua crescendo e se diversificando, gerar espaços de diálogo entre seus participantes pode contribuir para compartilhar experiências, identificar desafios comuns e construir padrões que acompanhem seu desenvolvimento.
O que vem pela frente para o ecossistema
A celebração desses três anos também serviu para olhar para o futuro.
A evolução do ecossistema regulado apresenta novos desafios: o crescimento dos serviços digitais, a tokenização de ativos, o surgimento de novos modelos financeiros e a necessidade de manter padrões de compliance compatíveis com um mercado cada vez mais sofisticado.
A própria CNAD destacou que a experiência desenvolvida em El Salvador permitiu compartilhar conhecimentos e oferecer assistência técnica a outros países interessados em desenvolver marcos regulatórios para os ativos digitais.
Isso coloca a conversa em uma dimensão que vai além do crescimento local. O desenvolvimento de um ecossistema regulado também gera conhecimento que pode ser compartilhado com outros mercados que estão explorando como abordar essa nova categoria de ativos.
Lama: parte de um ecossistema que continua crescendo
Para a Lama, ter sido convidada a fazer parte desta celebração representa uma oportunidade de compartilhar com outros participantes da indústria e continuar aprendendo com aqueles que estão construindo esse ecossistema.
Nosso compromisso com El Salvador também implica compreender que a inovação financeira deve se desenvolver lado a lado com a responsabilidade e o compliance.
Acreditamos que o futuro dos ativos digitais não se constrói apenas a partir de aplicativos, plataformas ou tecnologia. Ele também se constrói a partir de instituições, empresas e profissionais que trabalham para criar um ecossistema cada vez mais transparente, seguro e preparado para crescer.
Três anos após a criação da CNAD, o setor mudou significativamente. Os próximos anos trarão novas tecnologias, novos modelos e novos desafios.
E, da parte da Lama, ficamos felizes em fazer parte dessa conversa.
Seguimos construindo. 🦙
Tags
- #FinancialLiteracy
- #DigitalAssets
- #Blockchain
- #CyberSecurity
- #DigitalTrust
- #SecureTransactions
- #Tether
- #Ethereum
- #USDC
- #FrictionLess
- #fintech